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Mostrando postagens de Outubro, 2013

OS TÁPES - Janaíta

JANAÍTA _ OS TÁPES Não digas não Limpa os olhos Mostra os dentes Flor intacta sol ardente No galpão se fez mulher
Janaíta sete irmãos Janaíta pai peão Janaíta não diz não Janaíta não diz não
O corpo fechado Como rosa botão Abriu-se inocente Brotou no seu ventre, A condenação Brotou no seu ventre A condenação
Janaíta sete irmãos Janaíta pai peão Janaíta não diz não Janaíta não diz não
O corpo cansado De andar mão em mão O sorriso ensaiado Perdeu-se com os dentes Morreu-se a ilusão Perdeu-se com os dentes Morreu a ilusão
Janaíta sete irmãos Janaíta pai peão Janaíta não diz não Janaíta não diz não
O rancho estragado A mão sem tostão Es pasto amassado Es mate lavado Açude esgotado Açude esgotado És forno sem pão
Janaíta sete irmãos Janaíta pai peão Janaíta não diz não Janaíta não diz não









Os Tápes - Canto da Gente

CANTO DA GENTE Vooou...  levando minha vida Em passo de espera Semente plantada, no seio da terra Povoa meus sonhos, de quera gaudério
Canto o canto da gente, Que pode ser crente, Se mesmo perder,laraia.... Canto o canto da gente Que lança a semente E pode colher Solo Deeedilho.... a viola Espanto a tristeza Esqueço meu pranto E sinto a noite O cheiro do pampa O suor da minha gente Na força do canto
Canto o canto da gente Que sabe o que sente Na vida ao perder laraia ...... Canto o canto da gente Que leva na mente O amanhecer,    o amanhecer. O amanhecer,    o amanhecer.